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IAEnsino

IA em sala de aula: ferramenta, não muleta

Como eu uso IA para ensinar programação sem deixar o aluno terceirizar o raciocínio.

Alysson Borges

10 de outubro de 2026 · 1 min de leitura

Proibir IA em aula de programação é como proibir calculadora em aula de engenharia: não funciona e ainda ensina a coisa errada. Ao mesmo tempo, deixar a IA escrever tudo forma alunos que não sabem ler o próprio código. O caminho está no meio.

O que funciona

  • Explicar antes de gerar: o aluno descreve o algoritmo em português; só depois pede ajuda para o código.
  • Revisar código gerado: a IA escreve, a turma caça os erros. Ler código é metade do trabalho de um dev.
  • Pedir testes, não respostas: usar a IA para sugerir casos de teste com JUnit e descobrir onde o código quebra.
  • Perguntar o porquê: se a IA sugeriu um índice ou um padrão, o aluno precisa explicar por que ele serve ali.

O que eu evito

  • Avaliação que a IA resolve sozinha em dez segundos.
  • Copiar e colar sem rodar, sem testar e sem entender.
  • Tratar a resposta da IA como verdade: ela erra, e erra com confiança.
A IA acelera quem sabe o que está fazendo. Para quem não sabe, ela só acelera o erro.

No GENNO a gente usa IA todo dia para desenvolver, e é exatamente essa a postura: ferramenta poderosa, revisada por gente que entende o sistema. É isso que eu tento levar para a sala de aula.

Um convite

Tem um projeto com a sua turma ou universidade?

Palestra, banca, extensão, pesquisa aplicada ou um hackathon. Bora conversar, tchê.